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Rafaela
Minhas manias, meus defeitos, minhas mentiras, sei que não são certas, mas não as condeno, sou só eu que as entendo. São partes de mim, das minhas razões e teorias. Talvez eu seja esquisita e confusa por pensar como penso, eu nunca disse que era coerente, mas é o que faz sentido pra mim, o que se encaixa no meu quebra-cabeça desordenado, no meu mundo ao contrário.

breve
Friend Friend Friend
Now... unreachable for me.
quarta-feira, 28 de julho de 2010 03:16
Não acredito que estou me sentindo assim de novo... mas estou. Mesmo com esses dois meses corroídos, parece que agora está vindo tudo a tona. Eu sabia que não iria ser fácil, e no começo não foi mesmo, mas depois eu me animei, consegui forças,continuei. E agora, regredi. Acho que porque penso demais. Não consigo parar de pensar nele, e principalmente o quanto ele mudou, desde o nosso fim. Eu tenho medo. Tenho medo dele ter mudado demais e agora me odeie, ou simplesmente me ignore. Esqueça tudo que aconteceu, o quanto nós fomos corajosos e o quanto nos conhecemos. Existe um abismo muito mais do que a nossa distância física agora. Ele está inalcançável, com todos os sentidos da palavra. Ele está lá, onde a gente poderia ter passado todos os dias das nossas férias juntos. Mas a gente não está junto. Ele está lá e eu aqui. Ele está vivendo sem mim, assim como eu estou vivendo sem ele. Algo que eu nem poderia imaginar a 3 meses atrás. Aquela carga que antes me sobrecarregava foi embora, de fato, mas eu continuo segurando um peso enorme por ter arregaçado as minhas mangas, por ter desistido, por ter opitado pelo caminho mais obviu e mais racional. Quando esses pensamentos vêm eu me vejo completamente no chão. A minha sorte é que eles sempre vão embora, então eu tenho que procurar coisas que me ocupem, que me façam sentir vontade de fazer planos, ter um futuro... Um futuro não mais do lado dele, porque eu não aguento mais viver assim, com essa insegurança. Fim é fim, sem mais! Poxa, eu fiz de tudo pra que conseguíssemos segurar a barra por mais tempo, mas nada funcionou. A nossa casa caiu e ele não fez nada. Foi passivo. Passivo demais, eu acho. Ou eram as minhas expectativas muito altas? Eu só queria me sentir real pra ele, entrar na sua vida, de verdade, conhecer as pessoas com que ele convive. Não é pedir tanto assim. Eu não poderia ficar e lutar sozinha. O sonho era nosso. Pode até existir ainda o amor, mas juntos nós fracassamos. E quanto a expectativas de agora... acho que morri na praia. Sem mais.

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terça-feira, 22 de junho de 2010 20:52
"Aquele final que falta a ela e sempre faltou. Aquele final que procurou como uma resposta que não tinha coragem de contar nem pra si mesma. Aquele final que talvez tenha chegado. E passa diante de seus olhos como os créditos no fim do filme de um amor concluído. Sim, é o momento para dizer a ele. É o momento de ir e dizer que foi bonito, que, mesmo se os atores saem de cena, o palco da vida permanece aberto e pronto para novos espetáculos, que lhe desejo tudo de bom e que sinto muito. Mas o final chegou. (...) Quando o coração decidiu, tomou coragem de mudar de rumo, não há mais o que esperar."

Desculpa se te chamo de amor - pág. 312

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